Quarta-Feira, 7 de Janeiro de 2009
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Obras

Duplicação da BR 277 fomenta o turismo e respeita a natureza

As obras de duplicação da BR 277, principal rodovia de conexão para a tríplice fronteira com Argentina e Paraguai, no extremo Oeste do Paraná, atende reivindicação que remonta grandes mobilizações da década de 1980. A importância estratégica da BR 277 e o crescente volume de usuários transformou a obra em principal bandeira de existência das mais sólidas entidades municipalistas do País: a Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (AMOP), maior entidade regional do gênero, com mais de 50 prefeituras afiliadas, e Associação das Câmaras e Vereadores do Oeste do Paraná (Acamop).
Prefeitos, líderes empresariais, veículos de comunicação sediados na região e toda a comunidade uniram forças nos últimos 20 anos para pressionar as autoridades e obter a duplicação do trecho que consideram mais crítico, entre os municípios de Cascavel, cidade pólo-regional, e Foz do Iguaçu, “meca” do turismo paranaense. Foz é o principal destino turístico do Brasil, depois do Rio de Janeiro.
Em 1997, com a concessão das rodovias paranaenses para a iniciativa privada, o sonho das lideranças oestinas passou a ganhar contornos sólidos. Primeiro, a Br 277 foi inteiramente recuperada. Entre Guarapuava, na região central do Paraná, até a fronteira, foram 241 km de restauração. Entre Cascavel e Foz, quase a metade do trajeto já está duplicada. No final de 2002, a concessionária Rodovia das Cataratas já havia duplicado 42 km.

“Ponte verde” – O processo de duplicação da BR 277 foi antecedido de rigorosas aferições ambientais. Por mais de 20 km, a rodovia margeia uma das principais reservas florestais do Brasil, o Parque Nacional do Iguaçu, que entre outras atrações, preserva um dos únicos rios intocados do planeta, o Floriano, e as Cataratas do Iguaçu.
Organismos governamentais como o Ibama e o IAP avaliaram o impacto ambiental e hoje a concessionária investe mais de meio milhão de reais em medidas compensatórias, preservando áreas, participando de projetos e dotando os organismos de fiscalização com equipamentos modernos de comunicação e veículos utilitários.
Mas a principal ação ecológica da Rodovia das Cataratas está no município de Santa Terezinha de Itaipu. É lá que uma extensa área preservada, que vem do Sul da Argentina e vai até a Amazônia, cruza a rodovia e liga o Parque Nacional do Iguaçu ao Lago de Itaipu. É o Corredor da Biodiversidade, projeto tido como o mais ambicioso do planeta.
A BR 277 era um dos principais obstáculos ao projeto. Afinal, uma das rodovias mais movimentadas do país separavam o Lago de Itaipu do Parque. Foi necessária uma ação engenhosa e pesados investimentos para não inviabilizar o maior projeto de conservação em curso no planeta.
Para possibilitar o intercâmbio genético de espécies da rica fauna e flora local, a concessionária viabilizou uma obra logo batizada pelos ambientalistas de “Ponte Verde”. Com a iniciativa, viabilizou-se um corredor por baixo da rodovia, fazendo a conexão do parque com o lago, e vice versa.
Além da ponte no Corredor da Biodiversidade, restauração e duplicação, a Rodovia das Cataratas realizou outras ações importantes denominadas “obras de arte especiais”, como trincheiras, passagens subterrâneas para pedestres, e passarelas ao longo dos 387 km concedidos, totalizando um investimento em obras de R$ 78,5 milhões no triênio 2000/2002.

Duplicação Cascavel/PR

Km 598
Ponte do Corredor da Biodiversidade

Santa Terezinha de Itaipu/Pr
Km 705+649
Cataratas do Iguaçu

Foz do Iguaçu/Pr
Parque Nacional do Iguaçu

Região Oeste do Paraná
Lago Municipal de Cascavel

 

 
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