As
obras de duplicação
da BR 277, principal rodovia
de conexão para
a tríplice fronteira
com Argentina e Paraguai,
no extremo Oeste do Paraná,
atende reivindicação
que remonta grandes mobilizações
da década de 1980.
A importância estratégica
da BR 277 e o crescente
volume de usuários
transformou a obra em principal
bandeira de existência
das mais sólidas
entidades municipalistas
do País: a Associação
dos Municípios do
Oeste do Paraná (AMOP),
maior entidade regional
do gênero, com mais
de 50 prefeituras afiliadas,
e Associação
das Câmaras e Vereadores
do Oeste do Paraná (Acamop).
Prefeitos, líderes
empresariais, veículos
de comunicação
sediados na região
e toda a comunidade uniram
forças nos últimos
20 anos para pressionar
as autoridades e obter
a duplicação
do trecho que consideram
mais crítico, entre
os municípios de
Cascavel, cidade pólo-regional,
e Foz do Iguaçu, “meca” do
turismo paranaense. Foz é o
principal destino turístico
do Brasil, depois do
Rio de Janeiro.
Em 1997, com a concessão
das rodovias paranaenses
para a iniciativa privada,
o sonho das lideranças
oestinas passou a ganhar
contornos sólidos.
Primeiro, a Br 277 foi
inteiramente recuperada.
Entre Guarapuava, na região
central do Paraná,
até a fronteira,
foram 241 km de restauração.
Entre Cascavel e Foz, quase
a metade do trajeto já está duplicada.
No final de 2002, a concessionária
Rodovia das Cataratas já havia
duplicado 42 km.
“Ponte verde” – O
processo de duplicação
da BR 277 foi antecedido
de rigorosas aferições
ambientais. Por mais
de 20 km, a rodovia margeia
uma das principais reservas
florestais do Brasil,
o Parque Nacional do
Iguaçu, que entre
outras atrações,
preserva um dos únicos
rios intocados do planeta,
o Floriano, e as Cataratas
do Iguaçu.
Organismos governamentais
como o Ibama e o IAP
avaliaram o impacto ambiental
e hoje a concessionária
investe mais de meio
milhão de reais
em medidas compensatórias,
preservando áreas,
participando de projetos
e dotando os organismos
de fiscalização
com equipamentos modernos
de comunicação
e veículos utilitários.
Mas a principal ação
ecológica da Rodovia
das Cataratas está no
município de Santa
Terezinha de Itaipu. É lá que
uma extensa área
preservada, que vem do
Sul da Argentina e vai
até a Amazônia,
cruza a rodovia e liga
o Parque Nacional do
Iguaçu ao Lago
de Itaipu. É o
Corredor da Biodiversidade,
projeto tido como o mais
ambicioso do planeta.
A BR 277 era um dos principais
obstáculos ao
projeto. Afinal, uma
das rodovias mais movimentadas
do país separavam
o Lago de Itaipu do Parque.
Foi necessária
uma ação
engenhosa e pesados investimentos
para não inviabilizar
o maior projeto de conservação
em curso no planeta.
Para possibilitar o intercâmbio
genético de espécies
da rica fauna e flora
local, a concessionária
viabilizou uma obra logo
batizada pelos ambientalistas
de “Ponte Verde”.
Com a iniciativa, viabilizou-se
um corredor por baixo
da rodovia, fazendo a
conexão do parque
com o lago, e vice versa.
Além da ponte
no Corredor da Biodiversidade,
restauração
e duplicação,
a Rodovia das Cataratas
realizou outras ações
importantes denominadas “obras
de arte especiais”,
como trincheiras, passagens
subterrâneas para
pedestres, e passarelas
ao longo dos 387 km concedidos,
totalizando um investimento
em obras de R$ 78,5 milhões
no triênio 2000/2002.
|
Duplicação
Cascavel/PR

Km 598
|
Ponte
do Corredor da
Biodiversidade

Santa
Terezinha de Itaipu/Pr
Km
705+649 |
Cataratas
do Iguaçu

Foz
do Iguaçu/Pr |
Parque
Nacional do Iguaçu

Região
Oeste do Paraná |
Lago
Municipal de Cascavel

|
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